Mobilidade Articular

As articulações são os eixos biomecânicos do corpo, pontos fixos reais onde é apoiado e originado o movimento humano. Uma articulação rígida, imobilizada, é uma diminuição da qualidade de vida. Os exercícios de mobilidade articular permitem manter a saúde das suas articulações, tendões e ligamentos.

Quando a mobilidade está limitada, essa estrutura poderá ficar comprometida, surgindo compensações, assimetrias, perdas de eficiência, alinhamento deficiente e más posturas.

Mobilidade Articular

O corpo humano é formado por várias articulações que desempenham diferentes funções. Enquanto umas asseguram funções predominantemente de mobilidade outras promovem a estabilidade, nomeadamente:

  • tornozelo – mobilidade
  • joelho – estabilidade
  • anca – mobilidade
  • coluna lombar – estabilidade
  • coluna torácica – mobilidade
  • cintura escapular – estabilidade
  • glenoumeral – mobilidade

Quando uma região responsável pela mobilidade apresenta o seu movimento comprometido, estamos perante um desequilíbrio. Assim surge a um processo de compensação, em que o corpo procura mobilidade numa zona de estabilidade, provocando sobrecarga de zonas como: joelho, coluna lombar, cotovelo.

Dadas as suas diferentes funções, cada articulação deverá ter abordagens de avaliação e treino específicos. Deverá ser feito um vasto leque de testes de avaliação para identificar potenciais desequilíbrios e posteriormente adequar o plano de treino, de modo a evitar lesões de sobrecarga.

Mobilidade Articular

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Assim sendo, no tornozelo deverá ser trabalhada a mobilidade, no joelho a estabilidade, na anca a mobilidade e à medida que o treino vai subindo a cadeia corporal, deverá garantir-se que as articulações alternam ao longo da cadeia corporal as funções de mobilidade e a estabilidade.

Uma limitação numa articulação poderá traduzir-se num problema numa área mais acima ou mais abaixo. Sempre que uma zona móvel perde mobilidade e se transforma em imóvel, a zona estável que se encontra mais acima ou mais abaixo é forçada a mover-se como compensação, perdendo estabilidade e resultando em dor nessa área.

Um caso claro de compensação que poderá culminar em dor e limita a vida desportiva e laboral de cada vez mais pessoas, é o das famosas dores lombares. Sempre que a anca não se move na plenitude, a zona lombar será coagida a desempenhar esse papel, realizando movimentos para os quais não foi criada.

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Do mesmo modo, a falta de mobilidade no tornozelo pode resultar em dores e, em última instância, lesão num joelho. Falta de mobilidade na anca, poderá afetar a zona lombar, tal como a falta de mobilidade na zona torácica poderá ter consequências semelhantes no pescoço, ombro ou lombar.

Um treino deficitário em mobilidade articular poderá fazer soar um alarme. Esse alarme é a dor.

Um profissional habilitado deverá analisar as suas principais limitações físicas e sinais de desconforto através de vários testes específicos para esse efeito, para posteriormente, dar início a um processo de treino mais seguro e adequado às suas capacidades, promovendo a saúde, prevenindo lesões e melhorando não só o seu bem-estar físico e emocional como a sua rentabilidade.

Mobilidade Articular

Reflexão:
A maioria dos atletas está mais focado no número de repetições (volume) e na carga que utilizam num determinado exercício, que nos aspectos funcionais que esse mesmo exercício pode proporcionar para a sua vida/modalidade. A qualidade de movimento é algo que pouca gente compreende, dado que normalmente as pessoas que não padecem de dores nas costas ou outro tipo de queixas pensam que estão bem de saúde.

Lembrem-se: movimento disfuncional não é sinónimo de saúde. As pessoas estão mais interessadas em queimar calorias que em realizar movimento de boa qualidade. No que diz respeito à performance, salvo honrosas exepções, a situação assemelha-se, dâ-se mais ênfase aos aspectos vísiveis de rendimento (força, resistência, velocidade, potência) que aos aspectos vísiveis de movimento. E por isso é que vemos atletas que não são capazes de se equilibrar numa só perna (alguém já pensou que correr é uma forma dinâmica de equilibrar-se numa perna centenas de vezes seguidas?), de fazer uma flexão mantendo total controle postural do tronco ou de simplesmente tocar nos dedos dos pés.

Mais uma lição a reter: a precisão do movimento e a nossa capacidade de controlar o corpo é o que vai fazer a diferença entre um atleta normal e um atleta exepcional. É fundamental integrar este tipo de trabalho no treino.

Bons Treinos!

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