O Kettlebell swing é um equipamento utilizado no mundo antigo para exercícios musculares, trata-se de uma bola de ferro fundido com uma alça.
Os homens da época utilizavam esses pesos para demonstrar a sua força, participando de actividades e jogos com essas peças antigas. A história detalha a presença dessas atividades na Europa desde o século XVI, onde bolas de ferro maciças eram encontradas em feiras e mercados da época.
Porém foi na Rússia czarina que essas esferas de metal começaram a revelar sua verdadeira significância na aquisição de força e resistência (endurance). Completa com uma alça prática, o kettlebell ou gyria se tornou a peça principal para qualquer guerreiro russo. De fato, de acordo com Pavel Tsatsouline, grande responsável pela introdução do kettlebell training nos Estados Unidos, na Rússia czarina os termos strongman e girevik ou kettlebell man eram sinónimos.
O kettlebell Swing já descreve em seu formato a sua utilidade por se basear em uma esfera possuindo uma alça, notamos que diferente dos halteres normais, seu centro de gravidade (parte de maior peso) fica fora do pegador (alça), o que nos leva sempre que deslocarmos ele, desenvolver pequenos movimentos circulares para move-lo em seu trajecto, gerando uma adaptação de nosso core para a manutenção desse deslocamento.
O kettlebell swing, é o mais básico movimento desse instrumento, consiste em deslocar uma massa (kettlebell) que aponta para baixo e se inicia entre as pernas e desloca-la através de um pêndulo até a altura de seus ombros, sempre mantendo o deslocamento da massa em um arco imaginário com a sua parte mais pesada girando para fora, a mesma técnica de execução pode ser feita unilateralmente ou alternadamente, ambas necessitando de uma maior adaptação ao instrumento.
As adaptações são inúmeras, sendo um grande trabalho de glúteos e quadríceps, tanto no inicio do movimento por manter a base do agachamento como no trajecto pois o deslocamento força muito o CORE, que se adapta para manter sua posição de base, já a cadeia posterior do corpo tem grande participação, pois ao desenvolver o arco, seu recrutamento ocorre com o intuito de lançarmos o corpo para traz fazendo com que toda estrutura posterior de seu corpo se contraia para o deslocamento do kettlebell que encontra o sua parte mais pesada na outra ponta.
Esse exercício por ser muito dinâmico, tem grande utilidade em treinos que envolvam força, potência e estabilização, tendo importância na base do conceito de transferência e produção de força que ocorre nos levantamentos olímpicos.
Sempre gosto de fragmentar os pontos fortes e fracos de cada exercício que comento, pois assim sempre será possível perceber se encaixa bem em sua rotina.
Acredito que suas maiores vantagens seriam, o poderoso trabalho do CORE (recto, transverso, oblíquo externo do abdómen, parte inferior do recto abdominal, recto femoral, quadrado lombar, erector de espinha, glúteo médio e máximo) na estabilização, mas um enorme recrutamento de glúteos e quadríceps por ser iniciado com pernas e quadril flectidos e se estendendo em um movimento único e potente, a cintura escapular tem seu valor por também ser recrutada na estabilização dos ombros, não sendo o nosso foco mas podendo ser citado como activo, ou seja um movimento de surpreendente mobilização muscular.
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Olá, gostei do artigo. Vou recomendar este blog ás minhas amigas.
Sandra tavares
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